Molusco asiático ameaça abastecimento de água potável no Nordeste

mexilho-dourado1-680x458

30 jan Molusco asiático ameaça abastecimento de água potável no Nordeste

Detectado na América do Sul em 1990, o mexilhão-dourado foi encontrado no rio São Francisco e está comprometendo tubulações

O abastecimento no Nordeste enfrenta mais uma dificuldade além da seca. Pequenos moluscos originários da Ásia estão entupindo as tubulações de reservatórios no Rio São Francisco, comprometendo o a distribuição de água potável.

Proliferação dos animais é rápida por não haver predadores(crédito: CBEIH)

Proliferação dos animais é rápida por não haver predadores(crédito: CBEIH)

Pesquisadores do Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas (CBEIH) estimam que na área da usina de Sobradinho a população de mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) esteja em 40% do máximo de 200 mil indivíduos por metro quadrado. Normalmente, quando atingem esse patamar, os mexilhões param de se reproduzir por falta de alimento.

O crescimento da população de mexilhões pode comprometer dezenas de tubulações que levam água às cidades de Juazeiro, Remanso e Casa Nova (BA) e a sistemas de irrigação para agricultura de Petrolina (PE).

O perigo é que se repita no São Francisco o que ocorreu no rio Guaíba (RS), em 2000, quando o abastecimento da cidade de Porto Alegre foi afetado por causa do entupimento de tubulações que captam água. Lá, foram necessários dois anos até que a situação fosse normalizada.

mapa-mexilh--o-Cbeih

Mapa mostra presença de mexilhão-dourado em rios na América do Sul(crédito: CBEIH)

Problema que vem de navio
Espécies invasoras são um grande problema ambiental da atualidade. E o mexilhão-dourado tem se mostrado como uma das mais agressivas do mundo. Desde sua chegada na América do Sul, em 1990 – provavelmente por meio da água do lastro de navios originários da Ásia -, o mexilhão-dourado tem se estabelecido em diversas regiões. Em todas elas, a espécie causou graves danos ambientais (alteração dos ecossistemas aquáticos onde é espécie exótica), sociais (alteração na higidez de corpos d’água e qualidade do pescado) e econômicos (maiores gastos com manutenção de equipamentos).

Sem predadores na região, a população rapidamente se reproduz e dispersa. Existem populações estabelecidas na foz da bacia da Prata (Argentina) até o Pantanal e Triângulo Mineiro, regiões limítrofes da Bacia do Paraná.

Em 2015, uma equipe do CBEIH confirmou o primeiro registro da espécie na bacia do rio São Francisco, no reservatório de Sobradinho (PE) e no eixo norte do Canal de Transposição do São Francisco. Um ano depois, a população de mexilhões já está próxima de atingir seu número máximo.

Balpure-1-300x261Tratamento de Água de Lastro é fundamental para evitar as espécies invasoras

De acordo com o Engenheiro de Vendas do Grupo VICEL, Victor Carvalho, com o crescimento ininterrupto da marinha mercante mundial, tratar a água de lastro de navios é crucial para evitar espécies invasoras como o mexilhão-dourado. E a Convenção de Gerenciamento de Água de Lastro foi finalmente ratificada ano passado. A abrangência é internacional e, a partir de setembro de 2017, todos os países signatários da Organização Marítima Internacional (IMO) estarão sujeitos às novas regras de tratamento de água de lastro. Suas embarcações de navegação de longo curso têm agora nove meses para se adaptarem aos requisitos estabelecidos.

Victor comenta que o Grupo VICEL possui a melhor solução do mercado para atender a esta demanda. “Nós oferecemos tecnologia de ponta em BWTS (Ballast Water Treatment Systems). Somos representantes exclusivos no Brasil da De Nora Water Technologies (antiga Severn Trent De Nora), expoente mundial na fabricação de sistemas de tratamento de água de lastro, como o BALPURE®”, salienta.

O Engenheiro de Vendas do Grupo VICEL comenta, ainda, que os BWTS se tornaram produto chave na P&D dos principais fornecedores da Indústria Naval mundial e que a poluição por espécies aquáticas invasoras é de inteira responsabilidade dos armadores, e o investimento para evitar suas consequências é bem menor que os custos para remediá-las.

Victor afirma que os nove meses que restam são um curto espaço de tempo para aqueles que ainda não haviam se decidido pela antecipação do investimento em um BWTS por acharem que a Convenção não entraria tão cedo em vigor. “O que vemos agora é uma grande corrida por adequação e o Grupo VICEL está em posição privilegiada nesse sentido por ser representante exclusivo no Brasil da De Nora Water Technologies, que conta com mais de 35 anos de experiência acumulada e liderança mundial em soluções para tratamento de água e efluentes com tecnologia eletrolítica de desinfecção”, conclui.

Saiba mais sobre o BALPURE® em nosso site.

 

Fonte: Juntos pela Água

Nenhum comentário

Ecrever comentário