Pra onde vai o chorume do seu lixo?

2016-07_Noticia-chorume

20 jul Pra onde vai o chorume do seu lixo?

Nos dias atuais, em que a consciência ambiental está em foco, muito se fala em reciclagem de papel, alumínio, plástico, mas pouco se fala sobre a água que está no lixo que jogamos fora.

Com os jogos olímpicos se aproximando, a situação da baía de Guanabara – palco das competições de vela – vem recebendo muitas críticas da imprensa nacional e internacional por causa da poluição.

Em reportagens recentes, no mês que antecede as olimpíadas, o RJTV mostrou dois graves problemas: o tratamento inadequado do chorume, que tem sido transportado às Estações de Tratamento de Esgoto, além do descarte ilegal deste resíduo diretamente em corpos hídricos.

O chorume é altamente contaminado com substâncias orgânicas, compostos nitrogenados, metais pesados e outros sais. Estas substâncias são nocivas ao meio-ambiente, portanto, o chorume deve ser tratado com tecnologia específica antes do descarte. No entanto, os aterros sanitários do estado não estão conseguindo tratar todo o volume de chorume que é gerado diariamente no Rio de Janeiro, destinando-o às estações de tratamento de esgoto, que não possuem os processos corretos para o tratamento deste efluente. A situação ideal é que o próprio aterro tenha a capacidade e tecnologia para tratar todos os seus resíduos de forma adequada.

De acordo com Mariany de Freitas, do Departamento Comercial do Grupo VICEL, a empresa, com sua expertise em tratamento de água, dispõe de tecnologia de ponta para o melhor tratamento do chorume nos aterros sanitários. “Existem várias tecnologias de tratamento, que devem se adequar de acordo com o tipo de chorume. Para um tratamento avançado, por exemplo, a tecnologia MBR (Membrane Bio-Reactor) é a mais recomendada. Funcionando como um reator biológico combinado às membranas, o MBR permite depurar a carga orgânica, tratando parcialmente o chorume, através da retenção de micro-organismos que diminuirão o conteúdo nocivo do efluente”, explica.

Este reator é precedido por uma etapa de nanofiltração, donde sais dissolvidos no chorume tratado serão filtrados. Com a nanofiltração destes sais, o produto gerado é maioritariamente água limpa, que pode ser empregado como água de reuso ou apenas descartado em um corpo receptor, sendo inofensivo ao meio ambiente.

Mariany afirma que o subproduto desta etapa será um rejeito de maior concentração de sais, que também deve ser tratado – é recomendável a retirada desses sais utilizando filtros de carvão ativado, que absorvem a carga poluidora, permitindo que o rejeito reintegre o processo. “A combinação dessas tecnologias garante a estabilidade da operação no longo prazo, bem como uma considerável redução de espaço, cabendo em um contêiner”, conclui.

Para mais informações, entre em contato com nossos especialistas em tratamento de efluentes:  www.vicel.com.br

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