Molusco asiático ameaça abastecimento de água potável no Nordeste

Molusco asiático

13 fev Molusco asiático ameaça abastecimento de água potável no Nordeste

Se já não bastasse enfrentar a pior seca dos últimos cem anos, o Nordeste enfrenta agora mais uma dificuldade em abastecimento de água. Mexilhões-dourados (Limnoperna fortunei), originários da Ásia, estão entupindo as tubulações de reservatórios no Rio São Francisco, comprometendo a distribuição de água potável.

Pesquisadores do Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas (CBEIH) estimam que na área da usina de Sobradinho a população já esteja em 40% do máximo de 200 mil indivíduos por metro quadrado.

O crescimento da população de mexilhões pode comprometer dezenas de tubulações que levam água às cidades de Juazeiro, Remanso e Casa Nova (BA) e a sistemas de irrigação para agricultura de Petrolina (PE).

Problema que vem de navio

 Espécies invasoras são um grande problema ambiental da atualidade. E o mexilhão-dourado tem se mostrado como uma das mais agressivas do mundo. Desde sua chegada na América do Sul, em 1990 – provavelmente por meio da água do lastro de navios originários da Ásia -, o mexilhão-dourado tem se estabelecido em diversas regiões. Em todas elas, a espécie causou graves danos ambientais (alteração dos ecossistemas aquáticos onde é espécie exótica), sociais (alteração na higidez de corpos d’água e qualidade do pescado) e econômicos (maiores gastos com manutenção de equipamentos). Sem predadores na região, a população rapidamente se reproduz e dispersa.

Tratamento de Água de Lastro é fundamental para evitar as espécies invasoras

De acordo com o Coordenador Comercial do Grupo VICEL, Victor Carvalho, com o crescimento ininterrupto da marinha mercante mundial, tratar a água de lastro de navios é crucial para evitar espécies invasoras como o mexilhão-dourado. E a Convenção de Gerenciamento de Água de Lastro foi finalmente ratificada ano passado. A abrangência é internacional e, a partir de setembro de 2017, todos os países signatários da Organização Marítima Internacional (IMO) estarão sujeitos às novas regras de tratamento de água de lastro. Suas embarcações de navegação de longo curso têm agora sete meses para se adaptarem aos requisitos estabelecidos.

Victor comenta que o Grupo VICEL possui a melhor solução do mercado para atender a esta demanda. “Nós oferecemos tecnologia de ponta em BWTS (Ballast Water Treatment Systems). Estamos em posição privilegiada nesse sentido por sermos representantes exclusivos no Brasil da De Nora Water Technologies, que conta com mais de 35 anos de experiência acumulada e liderança mundial em soluções para tratamento de água e efluentes com tecnologia eletrolítica de desinfecção. A poluição por espécies aquáticas invasoras é de inteira responsabilidade dos armadores, e o investimento para evitar suas consequências é bem menor que os custos para remediá-las”, conclui.

Com informações do site Juntos pela Água.

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