Água: novos usos para o que tem fim

26 set Água: novos usos para o que tem fim

Juliana Franco. Foto: Camila de Almeida

O desperdício de água era invisível até o encanamento da máquina de lavar roupas dar problema. Então, a estilista Juliana Igarashi Franco, 39, viu que poderia reutilizar, no cotidiano da casa, a água jogada pelo cano. A cada lavagem de roupa, uma vez por semana, ela armazena a água em seis ou sete baldes: o suficiente para limpar o chão, por exemplo. “Quando me envergonhei daquela situação (de desperdício), comprei a causa”, relaciona.

Juliana vai tornando seu pequeno mundo sustentável. Também passou a usar a máquina de lavar mais para centrifugar. Percebeu que, se deixasse parte da roupa de molho, aproveitaria aquela água para limpar a sujeira que a cachorra faz. Outra: a água de um dos banhos, ela guarda em uma bacia e reutiliza no vaso sanitário. “Fui descobrindo formas de aproveitar”, compartilha no Facebook ou entre amigos que se admiram do assunto.

A prática de reuso de água é crucial e deve ir além das residências. Segundo o relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, da Agência Nacional das Águas, a indústria é responsável por 17% da vazão de água retirada no País. E o reuso, sem dúvidas, é uma das formas mais eficientes para este setor poupar recursos hídricos.

O Grupo VICEL é especialista no assunto e oferece as melhores soluções e custo benefício. Para reduzir o consumo de água e taxas de esgoto ou descarte, realiza projetos nas modalidades BOT (Build, Operate and Transfer), BOO(Build, Own and Operate) ou O&M(Operation & Maintenance) para reuso não-potável de efluentes.

De acordo com o Engenheiro de Vendas da empresa, Victor Carvalho, os sistemas MBR (Membrane Bio-Reactor) utilizados são os mais compactos do mercado e possuem o menor consumo elétrico por metro cúbico de efluente tratado. “Oferecemos um sistema que entrega água de reuso classe 1, sem necessidade de polimentos adicionais, produtos químicos ou retrolavagens. Nossos sistemas podem atender locais de grande circulação de pessoas, como condomínios, hotéis e shopping centers, entre diversos outros empreendimentos comerciais e industriais”, afirma.

 

Por Ana Mary C. Cavalcante. Foto de Camila de Almeida, do Jornal O Povo.