Construções sustentáveis crescem no Brasil e sistemas de reúso e economia de água se destacam

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09 jan Construções sustentáveis crescem no Brasil e sistemas de reúso e economia de água se destacam

*Artigo escrito por Felipe Faria, Diretor Geral do Green Building Council Brasil.

“Um dos principais desafios do país atualmente é encontrar soluções econômicas e significativas para superar as dificuldades em relação ao cenário hídrico. Vários são os projetos para tentar amenizar os problemas de abastecimento. Dentre eles, podemos citar as obras para transposição de rios, o trabalho de despoluição e a proteção de mananciais. Todas estas alternativas requerem altos investimentos, tempo para planejamento e execução de obra, gerando benefícios no médio e longo prazo. Em paralelo a isso, soluções de curto prazo podem e devem ser adotadas para a melhor utilização da água, tais como a redução do desperdício, e maior eficiência também no reaproveitamento ou reúso.

Nos grandes centros urbanos do país, as edificações – tanto no segmento comercial, residencial ou público – são responsáveis pelo maior consumo de água potável. Nesse ponto, pode-se destacar que o movimento da construção sustentável, que preza pelo consumo inteligente desse recurso, desde a execução da obra, até no momento de uso e de manutenção, tem contribuído de forma significativa para a mudança desse quadro.

Para se ter uma ideia, uma edificação “verde”, que utiliza tecnologias que vão desde a captação de água da chuva, torneiras que diminuem a vazão de água, até descargas inteligentes, por exemplo, gastam até 40% a menos de água em relação a uma construção comum, de acordo com levantamento do Green Building Council Brasil, entidade que concede as certificações LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) no país às construções sustentáveis.

Do ponto de vista da água, a certificação verifica desde o projeto inicial da construção, materiais que serão utilizados que visam a redução do consumo da água potável, além de alternativas que propiciem o tratamento e o reúso desse recurso. Atualmente, existem 245 edificações certificadas LEED no Brasil.

Em São Paulo, por exemplo, a SABESP produz 60 m³/s de água para abastecer a região metropolitana, já considerando as intervenções no sistema de distribuição, como a diminuição na vasão do fluxo de água, e programas de conscientização junto à população. O sistema Cantareira é responsável por 34% desta produção. Com o potencial de redução de consumo nos prédios “green buildings”, economizaríamos 24 m³/s. Ou seja, com a união de uma política integrada de eficiência que englobe a construção, reforma e operação das edificações, além da conscientização da população, seria possível atingir, sem grandes investimentos e com ótimas taxas de retorno, uma economia de água superior a quantidade de água produzida pelo sistema Cantareira por ano.

Diante disso, cresce a mobilização de organizações e associações que trabalham no incentivo às práticas de construção sustentável que visam, entre outros pontos, a economia de água. Dentre as principais atividades desses grupos está a promoção de sistemas de certificação de edificações projetadas, construídas e operadas (como é o caso do LEED) com o intuito de maximizar seu desempenho no consumo de recursos naturais, bem como as atividades de readequação hídrica de edificações já existentes.

Hoje, o Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial das construções sustentáveis, atrás apenas de Estados unidos e China. Estamos vivendo uma realidade animadora, com um futuro sem precedentes para as construções sustentáveis. Esse movimento ganhará ainda mais força se tivemos a contribuição de políticas públicas integradas (ministérios e agências reguladoras) para uma atuação alinhada e com metas audaciosas mirando o curto prazo. Quem ganha com isso é o Brasil, sua população e a sua economia”.

O Grupo VICEL e sua expertise em reúso de água

O Grupo VICEL tem acompanhado o avanço da construção sustentável no Brasil e oferece ao mercado sua expertise  em tratamento de água para reúso com a tecnologia MBR (Membrane Bio-Reactor). Os sistemas são os mais compactos do mercado e possuem o menor consumo elétrico por metro cúbico de efluente tratado, gerando ainda mais economia. Entregam água de reúso classe 1 sem necessidade de polimentos adicionais, produtos químicos ou retrolavagens. Livram a operação de odores e podem ser instalados em locais de grande circulação de pessoas, como condomínios, hotéis e shopping centers, entre diversos outros empreendimentos comerciais e industriais. Se a sua empresa ainda não investe no reúso de água como modelo de economia e consciência ambiental, clique aqui e conheça as soluções do Grupo VICEL.

 

Fonte: Condomínios Verdes

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