O que o Brasil pode aprender com a estratégia hídrica de Cingapura

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23 jan O que o Brasil pode aprender com a estratégia hídrica de Cingapura

Cingapura anunciou a implementação de um plano de economia de água que vai reduzir o consumo de água de 151 litros por pessoa por dia para 147 litros até 2020

Cingapura anunciou a implementação de um plano de economia de água potável que vai reduzir o consumo da cidade-nação de 151 litros por pessoa por dia para 147 litros até 2020. Só a título de comparação, a média de consumo diário de água nos Estados Unidos é de 378 litros por pessoa. No Brasil, é de 166 litros.

Para conseguir a façanha, além de investir no reaproveitamento da água da chuva, reúso de água e dessalinização, Cingapura pretende se concentrar em ações para a conservação da água, o que inclui comerciais de TV sobre a importância de reduzir o tempo de banho para 5 minutos e até a criação de um personagem de desenho animado que pede para que as crianças economizem água.

O plano de conservação da água mostra que Cingapura está lidando com um problema antigo e que tende a piorar. O Instituto de Recursos Hídricos classificou Cingapura como um dos países com maior risco de escassez hídrica do mundo. De acordo com a Agência Nacional de Água de Cingapura, sem a campanha de economia de água, a demanda de água poderia dobrar até 2060, com setores como indústria e agricultura respondendo por 70% da demanda.

Sem aquíferos ou grandes rios que possam abastecer a população de água, a cidade-nação busca também a autossuficiência (parte da água doce usada em Cingapura é importada da vizinha Malásia) a partir de tecnologia, conservação, reúso.

Para entender a relação de Cingapura com a escassez hídrica é preciso voltar um pouco ao passado. E lembrar que por lá foi feito um trabalho ao longo de anos para garantir o abastecimento de água.

Quando a nação-ilha foi estabelecida pelos britânicos sob Sir Stamford Raffles em 1819, havia córregos e poços suficientes para abastecer a população de 150 pessoas. Porém, Cingapura se tornou um grande centro financeiro, que teve crescimento rápido para uma população de mais de 5 milhões de habitantes, além de um polo industrial que representa cerca de um quarto do PIB local.

Aposta em tecnologia

Para contornar essa dificuldade, houve um grande investimento em tecnologias de reúso e reciclagem de água. Cingapura tem dois sistemas separados para coletar água da chuva e água usada. A água da chuva é coletada através de uma rede abrangente de drenos, canais, rios, lagoas de coleta de águas pluviais e reservatórios antes de ser tratada para se tornar água potável.

Isso a tornou um dos poucos países do mundo a colher água de chuva urbana em grande escala para o abastecimento de água. Desde 2011, a bacia hidrográfica foi aumentada de metade para dois terços da superfície da ilha.

Atualmente, Cingapura tem quatro fontes principais de água – captações locais, água importada, água de reúso e água dessalinizada. De acordo com dados da agência de água de lá, as duas últimas fontes poderão ter um salto e fornecer até 80% das futuras necessidades de água do país. Hoje elas correspondem a 50%, no máximo.

Fica o exemplo para o nosso país de que é preciso investir em políticas públicas e legislações para o uso mais responsável da água.

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Fonte: Portal Tratamento de Água

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